Sabe, a preparação ao parto tem um custo sim, mas vale a pena !!!
Ouço muito, frases como : " eu não tenho condição de pagar", " eu tenho ainda muitas coisas para comprar", " já gastei muito com o chá de bebê"… .
Sempre pensei em receber minha filha Elisa da forma mais adequada possível, acompanhada das pessoas de minha escolha, em um ambiente do meu agrado, na posição que meu corpo ditava. Cômoda, berço, carrinho e até roupas eram preocupações bem secundarias.
Um bebê precisa de amor, carinho, atenção e sobre tudo que respeitemos o tempo dele para nascer, isso é primordial !!! Não adianta ter as roupas mais lindas, o carrinho da moda ou ainda um quarto todo arrumadinho se no dia D, os pais se deixam levar, tornando-se meros coadjuvantes e em muitos casos nem participam, deixando a outrem a responsabilidade desse momento único.
A chegada de um filho se prepara sim senhora, e é preciso muita informação para não ser enganada.
Vai além, das dúvidas secundárias... é algo a ver com o se posicionar a respeito de como eu desejo o meu parto, proporcionar as melhores condições para receber com amor, respeito, segurança… esse ser tão esperado. É para isso que serve a preparação, para se informar e saber escolher para si e para seu bebê o que for melhor para todos.
Vejo a preparação como um investimento na sua saúde e do bebê, um investimento na conscientização de escolha que é um direito seu, afinal estamos falando do seu corpo e da vinda do seu filho. Sempre ouço relatos de mães que tiveram experiências horríveis em um momento que deveria ser mágico. Gastamos nosso dinheiro com coisas tão banais, que deixamos de nos presentear com momentos impares de nossa tão breve existência.
Me desculpem se meu discurso é um pouco franco demais e parece amargo, mas vejo tantas mulheres desenformadas sendo vítimas de um sistema de saúde que privilegia os profissionais do parto e não a parturiente, a praticidade e não o tempo do bebê, o lucro ao invés do ser humano. Gostaria tanto que as mulheres soubessem que a cesárea é longe de ser sem risco para elas e seus bebês. Gostaria tanto que elas tivessem consciência de que planejar uma cesárea duas ou três semanas antes do termo, gera conseqüências graves que as vezes leva dias, meses, anos para reverter o quadro clinico e que em alguns casos são irreversíveis. Meu desejo é de gritar alto e forte: Que TODAS as mulheres têm a sabedoria e o poder de parir!! Temos e devemos recuperar esse direito que é nosso: PARIR EM CONSCIÊNCIA E AMOR.
Essa é a causa que escolhi, apoio e sempre apoiarei que é - a causa das mulheres e de seus filhos - .
Será que você não tem condição mesmo??
sábado, 17 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Parto normal, em segurança e em paz.
"Sou a favor do parto normal, em especial em casa, pq desta forma, o bebe tem o seu tempo para amadurecer e dizer hormonalmente à mae que deseja e está pronto para nascer.
Muitos dirão que isto é balela, mas imagine o susto que o bebe tem ao ser retirado de sua casinha, do agradavel utero materno, agressivamente. É so questao de parar para pensar.
Alem de tantos riscos da cesarea, existe tb a mensagem ao feto de que as pessoas deste mundo farao o que acharem melhor e nem sempre pensarao nele ou "pedirao" sua opiniao sobre questoes importantes que o envolvem visceralmente (literalmente).
Particularmente, pelo que posso observar, só em casa este nascimento pode ser completamente sossegado e em paz. os profissionais, por costume ou insegurança, sempre acabam intervindo de alguma forma no hospital, tirando a chance do parto ser realmente natural. Parto no hospital ou em casa jamais será somente uma questao de lugar... É fisolofia, é princípio, é outra coisa completamente diferente. Mas ambos tem sua historia e seu lugar.
Estamos aqui para dizer que parir, talvez na mesma cama em que a criança foi concebida, nao é sujo nem perigoso.
A verdade esta emergindo de maneira muito forte. O excesso de tecnologia desnecessaria nao diminuiu a morte nem nosso medo dela.Jamais nos deu a garantia que procuramos incansavelmente, enquanto espécie. Ao contrario, vestidas de roupa estéril, tira muitas vidas.
Os valores foram invertidos. O que há 40 anos era rotina, hoje é encarado como aberração.
Tentamos do jeito predominantemente tecnologico e NAO DEU CERTO. Agora voltamos às raizes com sucesso. Muitos criticarão, porque nao conhecem e nao sabem fazer de outra forma.
Existe um medo humanamente compreensivel do desconhecido. Mas nao tem jeito. O modelo que aí esta ja começou a rolar ladeira abaixo e nao vai mais parar, porque uma nova autoconsciência está chegando.
Atraves dos desejos destas mulheres, seus filhos nascerão em um ambiente de paz e liberdade e, espero, terão mais condiçoes de vencerem os obstáculas e as difíceis transições que estamos a beira de passar.
Um nascimento tranquilo e seguro é o que nossas crianças precisam para fazer um mundo melhor. "
fonte: http://www.partodomiciliar.blogger.com.br
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Dia 5 de maio : dia internacional da parteira.
Dia 5 de maio é o dia internacional da parteira, nessa ocasião oferecemos palestras gratuitas na Clínica Flor de Lótus ( rua mococa, 526, parque Itacolomy, Mogi Guaçu).
Venha conhecer melhor nosso trabalho.
Programação do dia:
14h ás 14h30 : iniciação Massagem bebê (Shantala).
14h30 ás 15h : tempo livre para conversar com a equipe e conhecer nossos serviços.
15h ás 15h30 : amamentar nas primeiras horas.
15h30 ás 16h : café da tarde.
16h ás 16h30 : o parto humanizado, o que é?
16h30 ás 17h: tempo livre para conversar com a equipe e conhecer nossos serviços.
*Possibilidade de comprar e experimentar os porta-bebê da marca Jenipano.
*Possibilidade de comprar e experimentar os porta-bebê da marca Jenipano.
As parteiras profissionais devidamente treinadas, com os equipamentos e apoio que necessitam, podem significar a diferença entre a vida e a morte para cerca de 300 mil mulheres e dez vezes mais crianças por ano em todo o mundo.
Além do trabalho de cuidar de mulheres durante e após o parto, garantindo partos seguros e a prestação de cuidados de saúde essenciais aos recém-nascidos, as parteiras também oferecem assistência ampla em situações de emergência humanitária. E podem treinar e supervisionar agentes comunitários de saúde na oferta de informações e na promoção de práticas mais seguras em saúde. (fonte: http://mozambique.unfpa.org)
Com o “avanço da Medicina”, a mulher parteira, a mulher parturiente e o conhecimento popular foram descentralizados, substituídos pela figura do profissional imbuído de um conhecimento técnico e tecnológico – o médico. Hoje em dia, sem conhecimento de causa, grande parte da população acredita que ganhar um filho com ajuda de uma parteira é coisa “do passado”, “coisa atrasada”.
Este senso comum – de que médico e hospital são as únicas garantias de segurança e bem-estar no parto – vem sendo confrontado justamente por pesquisas científicas e por orientações da Organização Mundial da Saúde, que incentiva a formação e atuação de parteiras para diminuir a mortalidade neo-materna em todo o mundo.
A recomendação da OMS é de que pelo menos 85% dos nascimentos seja por parto normal. No Brasil, esses índices estão invertidos: na rede privada mais de 80% dos nascimentos são por cirurgia cesárea. Estima-se que apenas 48% de todas as crianças brasileiras nascidas em 2011 veio ao mundo através de um parto normal.
Uma explicação para o alto índice de cesáreas é justamente a assistência médico-hospitalar voltada para a tecnologia e não para a fisiologia da mulher.
Na maioria dos partos hospitalares no Brasil se faz corte vaginal (episiotomia), se aplica ocitocina (hormônio que acelera o trabalho de parto, aumentando as contrações e a dor), se faz manobra de Kristeller (empurrar a barriga para baixo), se obriga a mulher a ficar deitada e sem comer ou beber água por muitas horas. Essas rotinas geram dor e constrangimento à mulher. Quem vai querer um parto normal assim?
Há décadas atrás, não existia OMS e as parteiras tradicionais não conheciam os dados estatísticos sobre partos. Mas já sabiam que mulher não pode ficar com fome na hora do nascimento do seu filho ou filha. Sabiam que a mulher pode e deve se mexer o quanto quiser, para ajudar o bebê a nascer. Sabiam que de cócoras o neném nasce mais rápido e que não se empurra a barriga de mulher grávida. Sabiam fazer massagem no períneo e usar panos para evitar rasgos na pele da vagina. Sabiam quais chás oferecer para acalmar, para ajudar a produção de hormônios do parto. Também conheciam óleos e técnicas naturais de estímulo para acelerar o processo de parto.
Todo esse conhecimento se perdeu? Não! Ele vem sendo mantido por algumas mulheres que ainda são valorizadas por seu trabalho em comunidades tradicionais. E não só lá, nos grandes centros também há uma “volta às raízes”, uma busca por conhecer e pesquisar o trabalho das parteiras.
Os cursos de formação de obstetrizes são um exemplo dessa busca por formar profissionais com capacitação científica valorizando os conhecimentos práticos das parteiras. Apesar de a classe médica se posicionar contra a autonomia das obstetrizes, há um forte movimento das mulheres na Sociedade Civil para que essa profissão seja respeitada e valorizada, assim como o papel das doulas.
Hoje, Dia Internacional das Parteiras, a Parto do Princípio – mulheres em rede pela maternidade ativa – manifesta seu apoio aos cursos de formação de Obstetrizes, enfermeiras obstétricas, e os cursos de formação de doulas. Também apoia a valorização das Parteiras Tradicionais e de seu ofício, cujo Registro como Patrimônio Cultural Brasileiro foi solicitado ao Iphan em 2011. Parabenizamos todas as mulheres que se mantém nessa profissão que, mais do que um modo de ganhar o sustento, uma
identidade, uma missão e um dom.
identidade, uma missão e um dom.
Sigamos fortes e unidas na luta por uma assistência obstétrica humanizada, que respeite a mulher como protagonista do seu parto.
fonte: http://partodoprincipio.blogspot.com.br
fonte: http://partodoprincipio.blogspot.com.br
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